Prótese fixa, removível ou protocolo: qual serve para você
Quem perdeu dentes quase sempre chega com a mesma dúvida: existe algo melhor que a dentadura? Existe, e são várias opções. O que define a escolha é quantos dentes faltam e quanto osso você tem.
Por Dra. Bruna Maset, cirurgiã-dentista responsável técnica do Instituto Maset. CRO/SP 129002.
Prótese é qualquer peça que substitui dentes perdidos. A diferença entre os tipos está em como ela se apoia: nos dentes que sobraram, na gengiva ou em implantes.
Prótese fixa sobre dentes
Também chamada de ponte fixa. Os dentes vizinhos ao espaço vazio são preparados e recebem coroas unidas ao dente que falta. Fica cimentada e você não remove.
Vantagem: resolve rápido, sem cirurgia. Desvantagem: exige desgastar dentes saudáveis, que passam a sustentar a carga do vizinho ausente.
Prótese removível
É a que você tira para higienizar. Pode ser parcial, quando ainda há dentes na arcada, ou total, a dentadura.
Vantagem: é a opção mais acessível e resolve casos em que faltam muitos dentes. Desvantagem: apoia-se na gengiva, então pode se mover ao falar e mastigar, e com o tempo o osso abaixo dela vai se reabsorvendo.
Protocolo sobre implantes
Aqui entram de quatro a seis implantes por arcada, e sobre eles é parafusada uma prótese que substitui todos os dentes. Ela não sai da boca, não usa cola e não se move.
É a solução que mais se aproxima dos dentes naturais em mastigação e segurança. Exige cirurgia e período de integração óssea, e por isso é a de maior investimento.
Como saber qual serve para você
Três perguntas resolvem a maior parte dos casos:
As três perguntas da avaliação
- Quantos dentes faltam? Um ou dois pedem coroa ou ponte; uma arcada inteira aponta para dentadura ou protocolo.
- Como está a gengiva? Doença periodontal ativa precisa ser tratada antes de qualquer prótese.
- Quanto osso existe? É o exame de imagem que mostra se há volume para implantes ou se é preciso enxerto.
E se eu já uso dentadura?
Quem usa dentadura e sofre com ela se movendo tem duas saídas: a sobredentadura, que se encaixa em dois implantes e ganha muita estabilidade por um custo intermediário, ou o protocolo, que resolve de forma definitiva.
Em ambos os casos, o ganho relatado pelos pacientes é o mesmo: voltar a comer em público sem preocupação.
O passo que ninguém deveria pular
Antes de instalar qualquer prótese definitiva, existe a prova estética: uma peça de teste para você ver a cor, o formato e o tamanho dos dentes no seu rosto, sorrindo no espelho, e pedir ajuste antes de a peça ficar pronta.
É a etapa que separa uma prótese que parece natural de uma que parece prótese.
Perguntas frequentes
Sim. Os implantes têm alta durabilidade com manutenção adequada, e a prótese parafusada sofre menos desgaste que uma removível, que se apoia em gengiva que muda de forma com o tempo.
Em praticamente nenhum momento. Usamos provisórios em todas as fases, inclusive no período de integração dos implantes.
Sim, é um caminho comum. A avaliação verifica se há osso suficiente ou se é necessário enxerto antes de instalar os implantes.
Há um período de adaptação de alguns dias em que a língua se reorganiza. Próteses bem ajustadas se tornam imperceptíveis na fala depois disso.